segunda-feira, 6 de junho de 2011

Acorda Aurora! A comédia. O PROCESSO


Dois atores, interpretando dois atores, que também são dois palhaços, e que por sua vez dão vida aos clássicos personagens de um dos contos de fadas mais lidos e vistos de todos os tempos A Bela Adormecida.
Nesse processo que se desdobra a partir de um estudo sobre os arquétipos da trama em questão deram margem para um aprofundamento subliminar a respeito dos fatores psicológicos das figuras dramáticas.
Em Aurora, não existe um comprometimento com a dramaturgia, mas uma liberdade de criação, que parte em premissa da forma com que o diretor conduz a montagem. Trata-se mais uma vez de reconstruir a fábula já tão conhecida do universo infantil e que permeia ainda a imaginação de muitos adultos. As figuras do Branco e do Augusto, típicas das esquetes do circo tradicional, também são imperceptíveis no espetáculo, ambos se misturam de tal forma que as escadas se intercalam de forma simultânea.
Acorda, Aurora! A comédia, surgiu de uma fórmula trazida pelo diretor que é Capixaba, das animações de festas que faziam na Rataplan ainda na cidade de Vitória- ES. Por serem provindos do teatro, Isaú e sua trupe precisavam inovar, recriar a recreação.
Então, em uma dessas festas infantis, onde o tema era A Bela Adormecida, Isaú e sua trupe resolveram improvisar uma pequena peça teatral. Foi aí que o grande feeling das montagens da Cia, feitas até hoje, surgiu. Solucionar diversos personagens, uma grandiosa cenografia, castelos medievais, reis, rainhas, príncipes e princesas, fadas e bruxas malvadas e ainda um dragão de sete cabeças numa festa infantil num curto espaço de tempo. 
Dois atores, um baú com diversos adereços e figurinos usados em outros trabalhos no teatro, um pequeno cenário feito de canos PVC forrados com alguns tecidos e muita IMAGINAÇÃO.
Surgia então a RECRIAÇÃO! A receptividade da improvisação feita pelos atores naquela festa infantil, surpreendeu não apenas pelo indiscutível talento dos atores, mas também pelo inesperado encantamento dos pais das crianças que literalmente vibravam e gargalhavam das gag’s improvisadas pela trupe para solucionar todas as dificuldades de transições de cenas e revezamento de tantas personagens. A Cia começou a ser contratada para repetir aquela “peça” em outras festas infantis, mas o desejo partia agora dos adultos.
Essa nova onda foi tomando forma, e a Cia logo se transmutou, além de levar as personagens de acordo com a decoração, fazia-se uma peça dentro da festa, desvendando os segredos do outro lado da ribalta.
Agora o espetáculo ganha uma nova roupagem, mais rica, mais detalhada e mais trabalhada, desde a confecção do figurino, da cenografia, da programação visual, da condução das estratégias de marketing, com o profissionalismo e produção das grandes metrópoles, onde a magia de ir ao teatro é renovada diariamente.
Aurora, então, nada mais é do que um jogo teatral, um exercício de improvisação provinda das festas infantis feitas até hoje pela Cia, uma oportunidade do ator colocar em prática toda sua essência. Acorda, Aurora! A Comédia, é um convite ao deleite da comédia, com a categoria de uma grandiosa produção.

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